Comissão Europeia reforça a resposta ao ébola na RDCongo e Uganda
A Comissão Europeia reservou, esta sexta-feira, 15 milhões de euros em ajuda de emergência para apoiar o combate à epidemia de ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) e no Uganda.
Esta dotação financeira será aplicada tanto nas operações médicas no terreno como em medidas destinadas a travar a propagação da doença.
Na conferência de imprensa diária, a porta-voz do executivo comunitário, Eva Hrncirova, indicou que o montante agora aprovado acresce aos "mais de 102 milhões de euros em ajuda humanitária, este ano, para a região".
Ponte aérea, material médico e coordenação com a UNICEF
Segundo a mesma responsável, a União Europeia já expediu seis toneladas de material médico e, ao longo do fim de semana, serão disponibilizadas mais "cerca de 100 toneladas para 100 mil pessoas" através de uma ponte aérea, em articulação com a UNICEF.
Reunião regional para alinhar políticas e coordenação
O Uganda, o Sudão do Sul e a RDCongo - países atingidos pela epidemia de ébola, que soma mais de 130 mortos - vão reunir-se hoje e no sábado com o objetivo de reforçar a preparação regional, melhorar a coordenação da resposta e alinhar políticas para enfrentar a atual situação.
RDCongo: transmissão do vírus e principais sintomas
A RDCongo é frequentemente afetada por surtos do vírus ébola. O contágio ocorre por contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas infetadas, ou ainda por contacto com animais infetados.
A infeção provoca febre hemorrágica grave e pode manifestar-se com dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.
Nova estirpe, sem vacina, e impacto na região
A epidemia, declarada na sexta-feira, já provocou 139 mortes e 600 casos suspeitos na RDCongo, no Uganda e no Sudão do Sul. Trata-se de uma nova estirpe do ébola, para a qual não existe vacina, e cuja taxa de mortalidade oscila entre 30% e 50%, de acordo com a OMS.
O ébola causa uma febre hemorrágica altamente contagiosa e, nos últimos 50 anos, já esteve associado a mais de 15 mil mortes em África.
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