O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC, na sigla em inglês) ativou, esta segunda-feira, o Grupo de Trabalho para a Saúde da UE para dar apoio à resposta ao surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo).
De acordo com um comunicado do ECDC, a diretora da agência, Pamela Rendi-Wagner, reuniu-se com o diretor-geral dos Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC África), Jean Kaseya, com o objetivo de analisarem o ponto de situação e as medidas que já estão a ser implementadas perante o surto na RDCongo.
"Concordaram nos detalhes da colaboração, e o ECDC irá prontamente enviar os seus especialistas para a região", lê-se na nota.
Envio de especialistas do ECDC e articulação com o CDC África
Como medida inicial, o ECDC indica que "enviará imediatamente um especialista do Grupo de Trabalho para a Saúde da UE para a sede do CDC África para apoiar a coordenação e o planeamento operacional".
Em paralelo, a mesma comunicação refere que o ECDC "está em discussões com a Proteção Civil Europeia e as Operações de Ajuda Humanitária e com a Rede Global de Alerta e Resposta a Surtos sobre a possível mobilização de especialistas adicionais à medida que a situação evolui, por exemplo, na prevenção de infeções, epidemiologia, vigilância e comunicação de risco, para apoiar as atividades de resposta na RDCongo e Uganda".
Números reportados na RDCongo e no Uganda
Esta segunda-feira, foram reportados 390 casos suspeitos e 100 mortes suspeitas na RDCongo, avança a BBC.
Há também dois casos confirmados e uma morte no Uganda.
Exposição de cidadãos norte-americanos e incertezas sobre a transmissão
Pelo menos seis americanos terão estado expostos ao vírus Ébola durante o surto na República Democrática do Congo, segundo fontes citadas pela CBS News, parceira da BBC nos EUA. Acredita-se que um americano apresente sintomas, enquanto outros três terão tido contacto ou exposição de alto risco. Não é claro se algum deles foi infetado.
Segundo o ECDC, "persistem incertezas significativas quanto à escala de transmissão, e o surto pode ser maior do que o atualmente detetado".
Por fim, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças sublinha que as ações de resposta são numerosas, mas enfrentam a insegurança e, igualmente, "pelos desafios humanitários nas áreas afetadas, bem como pelo facto de o surto ser causado pelo vírus Bundibugyo, para o qual atualmente não existem vacinas licenciadas nem tratamentos específicos disponíveis".
Atualizado às 18:30.
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