Sete casos a bordo do Hondius ao largo da cidade da Praia, em Cabo Verde
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que, até esta segunda-feira, foram assinalados sete casos de um vírus respiratório agudo no navio de cruzeiro Hondius, atualmente fundeado ao largo da cidade da Praia, em Cabo Verde.
“Até 4 de maio de 2026, foram identificados sete casos (dois casos de hantavírus confirmados em laboratório e cinco casos suspeitos), incluindo três mortes, um doente em estado crítico e três indivíduos que relataram sintomas ligeiros”, afirmou esta segunda-feira a OMS.
Resposta das autoridades cabo-verdianas e restrições de desembarque
Desde domingo, equipas médicas de Cabo Verde deslocaram-se por várias vezes ao navio, que permanece ancorado à entrada do porto da cidade da Praia. Por motivos de saúde pública, não está autorizado o desembarque.
A bordo encontram-se sobretudo passageiros britânicos, americanos e espanhóis. Integra ainda a tripulação um cidadão português que, até ao momento, não apresentou qualquer pedido de apoio diplomático, segundo uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros citada pela agência LUSA.
O que são os hantavírus, segundo a OMS
No seu site, a OMS divulgou esta segunda-feira um conjunto de informações sobre os hantavírus, um grupo de vírus associado à transmissão por roedores e capaz de provocar doença grave em humanos.
De acordo com a OMS, a infeção pode ocorrer através do contacto com roedores infetados ou com a sua urina, fezes ou saliva.
Diferenças de manifestações nas Américas, Europa e Ásia
Ainda segundo a Organização Mundial da Saúde, os efeitos da infeção variam consoante a região do mundo. Nas Américas, os hantavírus podem desencadear uma doença respiratória severa, com uma taxa de mortalidade que pode atingir 50%. Já na Europa e na Ásia, estes vírus estão associados a febre hemorrágica com síndrome renal.
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