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Estados Unidos abrem exceção à proibição de entrada por ébola para a seleção da República Democrática do Congo no Mundial

Jogadores de futebol com uniforme azul e vermelho passam por controlo de saúde num aeroporto.

Exceção dos Estados Unidos para a seleção da República Democrática do Congo no Mundial

Os Estados Unidos vão assegurar que a seleção da República Democrática do Congo (RDC) consegue deslocar-se para disputar o Mundial, através de uma exceção à proibição de entrada associada ao ébola.

A intenção foi confirmada por um alto funcionário do Departamento de Estado, que falou sob condição de anonimato: "Esperamos que a seleção da RDC possa participar no Mundial".

Proibição de entrada ligada ao surto de ébola

A medida em vigor impede a entrada de cidadãos não norte-americanos que tenham estado, nos últimos 21 dias, na RDC, no Uganda ou no Sudão do Sul, devido ao surto mortal de ébola.

Treinos na Europa e rastreio rigoroso em vez de interdição total

O responsável norte-americano salientou ainda que a seleção - adversária de Portugal e a única entre os três países a garantir qualificação para o principal evento do futebol - já estava a estagiar na Europa, o que significa que, em princípio, nem sequer ficaria abrangida pela proibição.

Ainda assim, caso se confirme que os jogadores estiveram de facto na RDC nos 21 dias anteriores, não serão alvo de uma proibição absoluta: terão de cumprir um rastreio apertado, semelhante ao exigido aos cidadãos norte-americanos que regressam ao país.

"Estamos a trabalhar para que sejam submetidos ao mesmo protocolo de testes em isolamento que os cidadãos americanos que regressam e os residentes permanentes", acrescentou o mesmo responsável.

Adeptos comuns não abrangidos pela isenção

De acordo com o funcionário, esta isenção não se estenderá a adeptos comuns da República Democrática do Congo que pretendam viajar para apoiar a equipa.

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