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Jerónimo Martins com lucros de €119 milhões no primeiro trimestre apesar de vendas de €8,9 mil milhões

Homem de fato a analisar gráficos num tablet num corredor de supermercado cheio de produtos variados.

Resultados do 1.º trimestre da Jerónimo Martins

Consumidores mais “prudentes”, num cenário geopolítico dominado pela incerteza, estiveram na origem da descida dos lucros da Jerónimo Martins no primeiro trimestre, para €119 milhões, menos 6,8% do que no período homólogo, mesmo com as vendas a crescerem 6,3%, para €8,9 mil milhões. Num comunicado remetido à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa proprietária do Pingo Doce aponta o enquadramento externo: “Os acontecimentos geopolíticos registados no primeiro trimestre do ano agravaram os níveis de incerteza” e, “perante a já evidente subida dos custos - em particular dos combustíveis -, os consumidores mantiveram-se prudentes relativamente ao consumo alimentar, continuando a privilegiar preços baixos e promoções”.

O EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) aumentou 8,4%, para €572 milhões, com a margem a situar-se em 6,4%, ligeiramente acima dos 6,3% registados no ano anterior.

Vendas por insígnia e mercados

Por insígnias, em Portugal, o Pingo Doce alcançou vendas de €1,3 mil milhões (+7,5%) e o Recheio totalizou €312 milhões (+3,3%). Já na Polónia, a Biedronka terminou o trimestre com um volume de negócios de €6,2 mil milhões (+3,6%), enquanto a Hebe chegou aos €148 milhões (+2,5%). Na Colômbia, a Ara somou €959 milhões (+21,2% na moeda local ou +6% em euros, numa base comparável).

Abertura de lojas no trimestre

No capítulo das aberturas, o Pingo Doce não registou alterações, mas, entre janeiro e março, o grupo concretizou 78 inaugurações: 12 na Biedronka, 14 na Hebe, 51 na Ara e uma no Recheio.

Contexto geopolítico e pressão nos custos

No balanço do trimestre, o presidente da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, sublinha o conflito no Médio Oriente e a “volatilidade do preço do petróleo, com efeitos imediatos e substanciais no preço dos combustíveis e, talvez ainda mais preocupante, na acentuada subida do preço dos fertilizantes, introduzindo pressão acrescida nos custos do próximo ciclo de produção alimentar que agora se inicia”. “Continuaremos a monitorizar de perto os impactos da instabilidade geopolítica, nomeadamente os decorrentes da guerra no Irão, sobre os custos e a cadeia de abastecimento”, acrescentou.

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