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Brasil avança com salas multissensoriais em aeroportos para passageiros neurodivergentes: 23 espaços e meta de 30 até 2026

Criança com auscultadores sentada numa almofada em sala, interagindo com terapeuta sorridente junto a janela com avião.

Salas multissensoriais em aeroportos para passageiros neurodivergentes

O Brasil tem vindo a avançar na criação de espaços mais acolhedores nos aeroportos para passageiros neurodivergentes, através da instalação e da expansão de salas multissensoriais concebidas para diminuir estímulos e aumentar o conforto.

Rede actual: 23 aeroportos já com espaços adaptados

Neste momento, 23 aeroportos já dispõem destes ambientes preparados para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições associadas ao processamento sensorial. Estes espaços encontram-se distribuídos por cidades como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Florianópolis, Vitória e Campo Grande.

Objectivo do Ministério de Portos e Aeroportos até 2026

A meta definida pelo Ministério de Portos e Aeroportos é atingir 30 salas estruturadas até ao final de 2026.

Segundo o ministro Tomé Franca, estas salas vão além de simples adaptações físicas, por influenciarem directamente a experiência de viagem: ao oferecerem ambientes que reduzem a sobrecarga sensorial e a ansiedade, ajudam a prevenir crises e asseguram maior autonomia e segurança aos passageiros.

Programa de Acolhimento ao Passageiro com TEA e formação das equipas

A medida integra o Programa de Acolhimento ao Passageiro com TEA, inserido na agenda de acessibilidade do Ministério. Para lá da componente de infra-estruturas, o programa aposta também na formação das equipas e na escuta activa dos utilizadores, através da Pesquisa Aviação Acessível, que avalia aeroportos e companhias aéreas sob a perspectiva da acessibilidade.

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