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Ministro sul-africano confirma estirpe andina do hantavírus em navio de cruzeiro

Médico a analisar amostra em frasco num navio cruzeiro com laptop e crianças junto à piscina.

Estirpe andina do hantavírus confirmada

O Ministro da Saúde da África do Sul indicou esta quarta-feira (6), numa comissão parlamentar, que a estirpe de hantavírus identificada num dos passageiros evacuados de um navio de cruzeiro é a andina - a única conhecida com transmissão entre humanos.

"Os testes iniciais mostram que se trata, de facto, da estirpe andina. Esta é a única estirpe, entre as 38 estirpes conhecidas, que pode ser transmitida de uma pessoa para outra", explicou o ministro da Saúde, Aaron Motsoaledi.

Surto no navio de cruzeiro e evolução clínica

Na sequência do surto de hantavírus a bordo, dois passageiros foram transferidos para Joanesburgo: um morreu e o outro continua hospitalizado.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) comunicou no domingo três mortes associadas a um possível surto de hantavírus no navio, uma infeção capaz de provocar síndrome respiratória aguda.

De acordo com a OMS, entre 06 e 28 de abril foram recebidas notificações de doença a bordo, sobretudo casos de febre e sintomas gastrointestinais, que evoluíram rapidamente para pneumonia, síndrome respiratória aguda e choque.

Rota, localização e avaliação de risco da OMS

O navio transportava 149 pessoas (88 passageiros) de 23 nacionalidades e fazia a ligação entre Ushuaia, na Argentina - de onde partiu a 20 de março - e as ilhas Canárias, com escalas no Atlântico Sul para turismo de observação de vida selvagem.

Neste momento, o navio de cruzeiro encontra-se fundeado ao largo da Praia, em Cabo Verde.

A OMS considera atualmente baixo o risco para a população mundial resultante deste surto e afirma que continuará a acompanhar a situação epidemiológica, atualizando a avaliação de risco sempre que necessário.

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