Joana Cordeiro escolhida pela Iniciativa Liberal para negociar o Pacto Estratégico de Saúde
A deputada Joana Cordeiro foi indicada para representar a Iniciativa Liberal (IL) na estrutura criada para negociar o Pacto Estratégico de Saúde, iniciativa promovida pelo Presidente da República. A decisão foi comunicada pelo partido esta quinta-feira e surge como uma escolha previsível, tendo em conta que a parlamentar lidera atualmente a coordenação do grupo parlamentar liberal e desempenha funções de vice-presidente da comissão de Saúde na Assembleia da República.
Outros nomes apontados pelos partidos
Com a nomeação, Joana Cordeiro passa a integrar o conjunto de interlocutores já avançados por outras forças políticas: Mariana Vieira da Silva pelo PS; Paulo Muacho pelo Livre; e o médico Bruno Maia pelo Bloco de Esquerda. Estas indicações surgiram depois de o Expresso ter noticiado que António José Seguro pediu aos partidos que designassem uma figura para este processo.
Percurso e trabalho de Joana Cordeiro no Parlamento
A escolha de Joana Cordeiro para assumir o papel de interlocutora dos liberais no Pacto para a Saúde era aguardada. Deputada desde 2022, tem acompanhado de perto o dossiê do sector na Assembleia da República (AR) ao longo dos últimos quatro anos. É licenciada em gestão e está a frequentar o Curso de Especialização em Administração Hospitalar da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.
Segundo a IL, "Na sua intervenção política na área da Saúde, tem defendido uma visão centrada nas pessoas e orientada para os resultados em saúde, bem como a importância de um sistema de saúde mais eficiente e sustentável e de políticas públicas definidas e avaliadas pelo seu impacto concreto no acesso, na qualidade dos cuidados prestados e na capacidade de responder às necessidades reais das pessoas", lê-se no comunicado.
Coordenação do Pacto e calendário das conversações
O antigo ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes foi o escolhido para coordenar o Pacto Estratégico para a Saúde e já deu início às conversações com o Executivo. Depois, haverá reuniões com os partidos e com representantes do sector, embora o calendário previsto venha a ser mais alargado.
Desde a campanha, Seguro tem sustentado a necessidade de um Pacto para Saúde que assegure consenso e uma orientação de médio e longo prazo para o sector. É essencial uma "abordagem assente na estabilidade, na previsibilidade e na continuidade das políticas públicas, que coloque as pessoas no centro das decisões, valorize os profissionais de saúde e reforce a proximidade dos cuidados", assegurando que o sistema responde de forma integrada, eficiente e justa às necessidades da população", insistiu o chefe de Estado num comunicado divulgado a 24 de abril, aquando do anúncio da nomeação de Adalberto Campos Fernandes.
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