A favorita da Chanel e filha de Vanessa Paradis e Johnny Depp divide hoje os dias entre rodagens, desfiles e uma vida discreta numa villa banhada pelo sol, com vista para Los Angeles, onde vive com a rapper 070 Shake.
Presença habitual na primeira fila da Chanel - e regresso silencioso às colinas
A 9 de março de 2026, Paris voltou a centrar as atenções em Lily-Rose Depp, sentada na primeira fila do desfile outono-inverno 2026–2027 da Chanel, no Grand Palais. Com um coordenado arrojado em padrão leopardo, com styling de Matthieu Blazy, reafirmou mais uma vez a posição de musa jovem mais valiosa da maison.
Mas, mal as luzes se apagam e os fotógrafos seguem caminho, a atriz de 26 anos troca o ruído pelo oposto: uma casa tranquila, em zona elevada de Los Angeles, partilhada com a namorada, 070 Shake, nome verdadeiro Danielle Balbuena.
"Da primeira fila da Chanel para uma cozinha serena com prateleiras de carvalho mel, Lily-Rose Depp move-se constantemente entre o espetáculo e o abrigo."
Essa dualidade - o brilho da moda versus a calma do quotidiano - tornou-se um traço marcante desta fase da vida. No plano profissional, mantém-se sob os holofotes de Hollywood. No plano pessoal, a morada nas colinas funciona como uma barreira protetora contra o excesso de ruído.
Uma carreira entre cinema e moda
A imagem pública de Lily-Rose Depp já não depende apenas do apelido dos pais. Consolidou-se com trabalho consistente em cinema e televisão. O recente sucesso de terror gótico Nosferatu arrecadou cerca de 181 milhões de dólares em todo o mundo, projetando-a ainda mais para o centro das conversas sobre bilheteira.
Antes disso, chamou a atenção em The Idol, série polémica da HBO, contracenando com o cantor The Weeknd. A receção foi mista, mas o seu desempenho alimentou debate e aumentou a curiosidade sobre os projetos que escolheria a seguir.
Los Angeles como bolha criativa
Depp já explicou o que encontra em Los Angeles que não sente noutras cidades. Tendo crescido em parte na cidade, descreve LA como um lugar onde é possível construir um universo próprio com menos interrupções do que em capitais densas e caminháveis.
"Ela vê Los Angeles como uma cidade “bolha”, onde pode existir privacidade, desde que se esteja disposto a conduzir, fechar o portão e escolher quem entra."
A geografia particular de LA - deslocações longas de carro, casas com portões, bairros espalhados - encaixa em alguém que tenta conciliar uma carreira e uma vida pessoal sob escrutínio. Dá-lhe margem para decidir quando quer ser vista e quando prefere desaparecer.
Uma villa nas colinas com 070 Shake
Na vida íntima, Lily-Rose Depp integra agora um dos casais mais intrigantes e discretos da nova Hollywood. Ela e a rapper 070 Shake, natural de Nova Jérsia, instalaram-se numa casa elevada acima de Los Angeles, resguardada de estradas principais e de percursos habituais de autocarros turísticos.
A villa é descrita como ampla e cheia de luz, com janelas grandes viradas para a cidade e para os desfiladeiros. No topo das colinas, o casal ganha distância da pressa urbana sem perder proximidade a estúdios e sessões de gravação.
Uma cozinha no centro da casa
Algumas fotografias partilhadas no Instagram deixam perceber o núcleo da casa: uma cozinha pensada ao detalhe, com aspeto habitado e não montado para a câmara.
- Uma zona de cozinha larga e totalmente equipada, com bancadas generosas.
- Um frigorífico de alumínio escovado ao estilo americano, alto e funcional.
- Um fogão de aspeto profissional, com forno a gás e gavetas de aquecimento.
- Uma parede de prateleiras em carvalho mel, pronta para cerâmicas, livros de cozinha e pequenos eletrodomésticos.
À primeira vista, estes pormenores podem soar técnicos, mas mostram como o espaço é usado. Não se trata apenas de um cenário para redes sociais. É um lugar de vida real, onde cabem snacks a altas horas, sessões de letras com café e as falas decoradas para um casting.
"A villa do casal parece pensada menos como um showroom de celebridades e mais como um “casulo”, onde uma música e uma atriz podem recarregar baterias entre projetos."
Nas imagens, Lily-Rose surge em roupa descontraída, muitas vezes descalça, encostada às bancadas ou junto às prateleiras. Nada de passadeiras vermelhas nem estrados: apenas luz natural, superfícies limpas e pequenos rituais domésticos.
Escolher a simplicidade com um nome famoso
Crescer como filha de duas figuras reconhecidas mundialmente fez com que conhecesse cedo as lentes dos paparazzi. Já contou que era uma criança tímida e que lhe causava desconforto sair de casa e dar de caras, de imediato, com câmaras.
Essa exposição precoce moldou os limites que impõe em adulta. Fala com frequência sobre a importância de proteger uma parcela de vida que seja só dela, apesar de trabalhar num setor público. Ir às compras, beber um café no café do rés do chão, passear sozinha pelo bairro - são exemplos que aponta como a sua ideia de normalidade.
Nesse sentido, a villa em Los Angeles não é apenas um sinal de sucesso. É também um mecanismo que permite hábitos comuns: o carro sai da garagem, para num supermercado e regressa a uma rua tranquila acima da cidade. Grande parte desse trajeto acontece longe de olhares.
Como é, na prática, um “refúgio” em Hollywood
Quando se pensa em casas de celebridades, é fácil imaginar divisões infinitas e piscinas com ar de discoteca. Na realidade, muitos atores em atividade procuram uma combinação concreta de características que torne os horários possíveis. Para alguém como Lily-Rose Depp, um refúgio funcional tende a incluir:
- Acesso fácil por estrada a estúdios e ao aeroporto, mas com localização fora de rotas de trânsito principal.
- Entradas com portão e/ou em cota elevada, que evitem a visão direta da rua para dentro da casa.
- Cozinhas e salas amplas, capazes de receber amigos, colaboradores e família.
- Espaço exterior para pequenos encontros, sem atrair atenção do exterior.
A casa que partilha com 070 Shake parece seguir esse modelo: sem ostentação à primeira vista, mas pensada ao pormenor por dentro, com prioridade à vida diária partilhada.
Privacidade, relação e a paisagem de LA
Viver abertamente com 070 Shake acrescenta outra camada à forma como o casal usa o espaço. Relações queer públicas em Hollywood continuam a gerar curiosidade intensa, o que torna ainda mais valioso um ambiente controlado. Uma villa numa encosta permite-lhes escolher quando a relação está em exposição e quando são apenas duas pessoas a fazer o jantar.
Los Angeles oferece também um cenário particular para casais assim. A cidade concentra comunidades que se sobrepõem: cenas musicais no Valley e no centro, bares queer em Silver Lake e West Hollywood, locais de brunch discretos em Los Feliz, além dos clássicos estúdios em Burbank e Culver City. Para um casal binacional - uma atriz franco-americana e uma rapper dos EUA - essa diversidade dá margem para circular entre identidades e círculos sociais sem sair da cidade.
Porque villas como a de Lily-Rose Depp moldam a celebridade moderna
Para figuras públicas na casa dos vinte, uma base privada é mais do que luxo: é uma forma de gerir risco. A exposição constante pode provocar problemas de segurança, cansaço mental e comentário online interminável. Uma casa resguardada reduz parte disso, limitando quem consegue ver para dentro - e com que frequência o trabalho colide com a vida pessoal.
Ao mesmo tempo, um imóvel assim pode fortalecer relações. Rotinas partilhadas - quem cozinha, quem escreve, quem sai cedo para a hora de chamada - tendem a pesar mais do que a metragem. No caso de Lily-Rose Depp, a cozinha polida e as prateleiras de madeira quente parecem peças de um guião simples e repetível: pequeno-almoço antes de uma rodagem cedo, refeição tardia depois de um concerto, ou uma tarde sossegada longe de manchetes em streaming.
"A villa em Los Angeles é menos uma casa-troféu do que um espaço negociado: em parte ninho de amor, em parte quartel-general criativo, em parte escudo contra um mundo que nunca desvia totalmente o olhar."
Para quem acompanha à distância, esses vislumbres da casa não servem apenas para alimentar curiosidade sobre decoração. Mostram como uma das jovens mais faladas de Hollywood tenta desenhar uma vida que equilibre câmaras, carreira e a normalidade reconfortante de um frigorífico a zumbir numa divisão calma e inundada de sol.
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