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DGS: adesão à higiene das mãos em Portugal atinge 82,2%

Profissional de saúde a aplicar gel desinfetante nas mãos numa sala de hospital.

Adesão à higiene das mãos em Portugal: números da DGS

A adesão dos profissionais de saúde à higiene das mãos nas unidades de saúde em Portugal fixou-se, no ano passado, em 82,2%, um valor muito próximo do registado durante a pandemia de covid-19 (82,6%). A informação consta dos dados divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS) a propósito do Dia Mundial da Higiene das Mãos, assinalado esta terça-feira.

Face a 2015, ano em que a taxa se situava em torno dos 73%, o indicador mostra uma subida sustentada, evidenciando o trabalho continuado das equipas na prevenção e no controlo de infeções. Ainda assim, a DGS alerta para a necessidade de intensificar medidas e estratégias que permitam alcançar patamares de excelência em linha com as referências internacionais.

Observações em 2025 e principais fragilidades

Em 2025, foram contabilizadas mais de 530 mil oportunidades de higiene das mãos, tendo sido cumpridas cerca de 436 mil. Apesar da evolução positiva, mantêm-se pontos vulneráveis, sobretudo no momento "antes do contacto com o doente", que continua a apresentar a adesão mais baixa (75,8%), embora com sinais de melhoria.

Prevenção de infeções e ameaça da resistência aos antimicrobianos

A higiene das mãos é reconhecida como uma das intervenções mais eficazes para prevenir infeções associadas aos cuidados de saúde e para diminuir a transmissão de microrganismos, incluindo os resistentes aos antibióticos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte que a resistência aos antimicrobianos é uma das maiores ameaças globais à saúde pública.

De acordo com projeções internacionais, até 2050, as infeções associadas aos cuidados de saúde e a resistência aos antibióticos poderão ser responsáveis por cerca de 10 milhões de mortes anuais em todo o mundo - um número comparável à mortalidade por cancro.

Campanha da OMS e os "Cinco momentos para a higiene das mãos"

A campanha deste ano, promovida pela OMS sob o lema "Cada ação conta. A ação salva vidas", volta a enfatizar a observância dos chamados "Cinco momentos para a higiene das mãos":

  • antes do contacto com o doente;
  • antes de procedimentos asséticos;
  • após risco de exposição a fluidos;
  • após contacto com o doente;
  • após contacto com o ambiente envolvente.

Entre os desafios apontados, destaca-se também a utilização inadequada de luvas.

O que pode reforçar a adesão

As autoridades de saúde consideram que a melhoria da adesão passa por liderança ativa, compromisso institucional e formação contínua dos profissionais, a par da garantia de acesso a recursos essenciais - como água, sabão e soluções antissépticas.

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