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Ministra da Saúde rejeita mito de falhas do SNS, diz Ana Paula Martins

Médica a falar para jornalistas num hospital com enfermeiro ao fundo e equipamentos médicos visíveis.

Críticas do PS e pedidos de demissão

A ministra da Saúde recusou esta quinta-feira a ideia de que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) esteja a falhar na assistência prestada aos utentes, sustentando que essa perceção é um mito que tem sido "sistematicamente repetido".

A posição surge um dia depois de o líder do PS, José Luís Carneiro, ter acusado o primeiro-ministro de ter falhado na área da saúde e de manter em funções uma ministra que, na sua perspetiva, perdeu "há muito" a autoridade política.

Também nesse dia, a deputada socialista Mariana Vieira da Silva defendeu a demissão de Ana Paula Martins, argumentando que a ministra já teria desistido do SNS, que, segundo disse, apresenta "dados gravíssimos de deterioração na resposta" aos utentes.

Ana Paula Martins garante que o SNS não está a falhar

Após o Conselho de Ministros, Ana Paula Martins afirmou: "Os números, todos eles, indicam que o SNS não está a falhar".

Na conferência de imprensa de hoje, a governante sublinhou que o SNS abrange atualmente mais de 10,5 milhões de utentes e assegurou que, face a 2024, quando o Governo da coligação AD assumiu funções, "todos os indicadores assistenciais melhoraram".

A ministra voltou a insistir que a tese de falhas generalizadas não corresponde à realidade: "O SNS não falha, esse é um mito que é sistematicamente repetido por causa de haver situações em que a atividade assistencial não é aquela que, eventualmente, comparando com períodos homólogos, era esperada".

Quebras no início de 2026 e alterações no acesso (SINAAC)

Em causa está a descida de vários indicadores nos primeiros dois meses de 2026, uma redução que a ministra reconheceu, sobretudo, nas cirurgias e nas primeiras consultas, mas que considerou passível de recuperação ao longo do resto do ano.

Ana Paula Martins associou essa diminuição ao pico de gripe e, igualmente, ao "inverno rigoroso", defendendo que os efeitos destas situações se fazem sentir durante semanas no SNS, devido aos internamentos complexos e prolongados que provocam.

Por fim, deixou um apelo: "Têm de nos deixar trabalhar e têm de nos deixar continuar a colocar os incentivos na organização dos serviços e na resposta das listas de espera para cirurgia e para consultas", reiterando que o novo sistema nacional de acesso SINAAC, que substituirá o SIGIC, entra em funcionamento a 1 de agosto.

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