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O truque de Alexandra Lamy com Flare-Jeans em denim para a primavera

Mulher com casaco azul e óculos escuros atravessa a rua segurando copo de café numa zona urbana.

Com os primeiros dias mais amenos, as jaquetas acolchoadas e os casacos de lã começam a desaparecer para dar lugar a coordenados de ganga mais leves. Entre as propostas mais interessantes desta estação destaca-se uma inspiração vinda de Alexandra Lamy: um corte de jeans com sabor retro que alonga visualmente as pernas, disfarça zonas mais sensíveis e, ainda assim, mantém um ar descontraído.

Alexandra Lamy aposta totalmente em denim na primavera

Conhecida em França como referência de um chic relaxado, Alexandra Lamy anda a percorrer o país por causa do seu novo filme, “Compostelle”. Num compromisso no sul, apareceu com um conjunto que, no essencial, se resume a duas peças - e é precisamente essa simplicidade que o torna tão forte: umas jeans retro de lavagem clara e uma camisa de ganga a condizer.

O verdadeiro protagonista é o corte das calças: as chamadas flare jeans. Trata-se de um modelo que começa a abrir a partir do joelho e termina numa boca ligeiramente em sino. A cor é um azul-claro típico da primavera, fácil de usar no dia a dia. O fit é ajustado em cima e abre de forma subtil a partir do meio da coxa. Para completar, escolheu uma camisa de ganga num azul quase idêntico, um cinto de pele preto e óculos de sol também pretos.

“O look parece montado sem esforço, mas acerta em cheio no que define a tendência actual do denim: tom sobre tom, limpo, sem enfeites - e por isso mesmo, especial.”

É precisamente a ausência de “ruído” que faz o conjunto resultar: não há padrões chamativos, nem sapatos a roubar a cena, nem uma it-bag que domine tudo. Em vez disso, é daqueles visuais que se conseguem tirar do armário de manhã sem grande hesitação - e, mesmo assim, parecem sempre bem pensados.

Porque é que as Flare-Jeans são tão incrivelmente favorecedoras

Durante muito tempo, o flare foi visto como uma herança dos anos 70. Agora regressou em força - e não por acaso. O ligeiro alargamento na parte de baixo altera as proporções do corpo de forma discreta, mas eficaz.

  • As pernas parecem mais compridas: a bainha aberta equilibra visualmente ancas e coxas.
  • As coxas não ficam “subscritas” ao corpo: nada fica colado à pele, e pequenas irregularidades passam mais despercebidas.
  • A silhueta ganha harmonia: o resultado aproxima-se de uma forma de ampulheta, sem exigir o desconforto de um corte demasiado justo.

Para muita gente, é o meio-termo ideal: menos exagerado do que as calças à boca de sino mais dramáticas de fotos de festivais, mas também menos apertado do que as skinny. No caso de Alexandra Lamy, o modelo escolhido faz lembrar os visuais de Françoise Hardy - a ícone de estilo das décadas de 60 e 70 que praticamente transformou o flare numa assinatura pessoal.

O Flare perfeito para a primavera

Quem quiser começar a experimentar este corte pode guiar-se por alguns pontos-chave:

Característica Recomendação para o dia a dia
Cor Azul-claro ou azul médio, lavagem suave, quase sem efeitos destroy
Altura de cintura Cintura média a alta, para manter a zona abdominal mais “assente”
Largura Abertura discreta a partir do joelho, sem dramatismos
Comprimento Quase a tocar no chão com o calçado, para maximizar o efeito de pernas longas

É exactamente esta lógica que se vê no modelo usado por Alexandra Lamy: actual o suficiente para hoje, mas com uma referência retro clara que dá personalidade.

O look total denim: como Alexandra Lamy usa ganga da cabeça aos pés

Um detalhe decisivo do visual é a escolha por um conjunto denim-on-denim. Muita gente evita esta combinação por associá-la imediatamente a visuais “cowboy” de outros tempos. O segredo está na forma como as peças são coordenadas:

  • Lavagens semelhantes: calças e camisa estão muito próximas, mas não são iguais ao milímetro - e isso eleva o resultado.
  • Camisa com corte mais direito e contido: o topo mantém-se relativamente justo para que a atenção vá para a abertura das calças.
  • Cinto como ponto de ruptura: um cinto preto cria uma linha clara ao centro e ajuda a estruturar a silhueta.

Os óculos de sol repetem o preto do cinto, o que dá ao conjunto uma moldura visual nítida apesar do domínio do denim. Esta combinação torna o visual perfeito para a cidade e corta qualquer associação directa ao western.

“Se houver dúvidas com looks completos, há um truque que nunca falha: usar duas âncoras fixas - um cinto e um acessório na mesma cor, como óculos de sol, mala ou sapatos.”

Como recriar o look no dia a dia

Não é preciso um orçamento de celebridade para copiar a ideia. Com três peças chega:

  • Umas flare jeans em lavagem clara ou média
  • Uma camisa de ganga ou blusa de ganga num tom semelhante
  • Um cinto simples, idealmente preto ou castanho

A partir daí, funcionam bem mocassins rasos, sapatilhas ou um salto baixo. Ultimamente, há quem opte pelos chamados kitten heels: sapatos com salto muito pequeno, normalmente entre três e cinco centímetros. Alongam a perna sem exigir o equilíbrio (e o desconforto) de uns saltos altos.

Flare-Jeans: combinações do escritório a uma escapadinha de fim de semana

Este corte não só fica bem em fotografia como também é surpreendentemente versátil na prática. Algumas formas de usar:

Para o escritório

Em contexto profissional, as jeans retro resultam com um blazer simples e uma malha fina por baixo. O ideal é evitar bainhas muito desfiadas e preferir lavagens mais escuras. Um cinto de pele estreito e mocassins discretos fecham o conjunto.

Para passear pela cidade

Aqui pode entrar mais descontração: flare jeans, t-shirt branca, casaco de ganga ou overshirt por cima, e sapatilhas ou sabrinas. Quem quiser, acrescenta óculos de sol grandes e uma mala crossbody.

Para a noite

Com um top de seda, um cinto fino e kitten heels, o corte ganha imediatamente um ar mais nocturno. Nessa altura, o brilho pode ser maior: argolas grandes ou um colar statement tiram o conjunto do registo nostálgico e trazem-no para o presente.

O que considerar consoante diferentes tipos de corpo

Nem todas as flare jeans assentam da mesma forma em todas as silhuetas. Com pequenos ajustes, o corte pode ser adaptado às proporções de cada pessoa.

  • Pessoas baixas: pernas demasiado compridas podem “pesar” visualmente. Vale a pena optar por modelos ligeiramente mais curtos ou combinar com calçado de salto.
  • Coxas mais volumosas: é preferível escolher denim mais estruturado, que não ceda com facilidade. Um stretch demasiado fino tende a salientar mais do que a disfarçar.
  • Ancas marcadas: versões de cintura alta, que sobem até ao ponto mais estreito da cintura, ajudam a elevar a linha óptica e equilibrar a figura.

“As flare jeans não funcionam se sentirmos que estamos disfarçados - este corte vive de leveza e movimento.”

Denim retro como alternativa simples para a primavera

Entre os tecidos pesados do inverno e os vestidos leves do verão, muitas vezes fica um vazio difícil de resolver no guarda-roupa. É aí que as flare jeans entram com vantagem. O tecido aguenta bem as mudanças de temperatura, mas o toque retro faz o conjunto parecer imediatamente mais leve.

Para quem sempre evitou calças com abertura, a forma mais fácil de começar é com um modelo simples em azul-claro e uma lavagem limpa, seguindo o caminho de Alexandra Lamy: tons tranquilos, linhas definidas e poucos acessórios. Assim, o corte mantém-se no centro - e o resto do look acompanha sem esforço.

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