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Acne no peito e nas costas: os cuidados essenciais segundo o dermatologista Luís Uva

Homem aplica creme no rosto em casa, sentado junto a uma pia com espelho e toalhas brancas ao fundo.

Quando o calor aperta e as roupas ficam mais leves - tops, decotes e costas à mostra - há quem se aperceba de um incómodo que costuma passar despercebido no resto do ano: a acne no peito e nas costas. O dermatologista Luís Uva lembra que esta condição pode estar “associada a impacto psicológico significativo” e que algumas mulheres, sobretudo “com alterações hormonais associadas ao ciclo menstrual” ou com “condições como a síndrome do ovário poliquístico”, podem ter maior vulnerabilidade.

Apesar de ser mais comum do que muitos imaginam, “é frequente observar acne do tronco, particularmente nas costas e no peito, uma forma muitas vezes subvalorizada, mas que pode ser extensa, inflamatória e associada a impacto psicológico significativo”, refere Luís Uva, com base na sua prática clínica.

Com o tempo quente, este tipo de acne torna-se mais visível e, para quem o tem, ganha ainda mais importância adotar cuidados específicos. “O acne das costas e do peito é uma patologia frequente, mas muitas vezes desvalorizada”, reforça o médico e diretor clínico da Personal Derma. Luís Uva sublinha que “o diagnóstico precoce e uma abordagem terapêutica adequada são essenciais para controlar a inflamação, prevenir cicatrizes permanentes e melhorar de forma significativa a qualidade de vida do doente”.

O acne, explica o dermatologista, é “uma doença inflamatória crónica do folículo pilossebáceo” que resulta de vários fatores. “Aumento da produção de sebo, hiperqueratose folicular, proliferação de Cutibacterium acnes e resposta inflamatória”, enumera Uva. Quando surge no tronco, “a maior densidade de glândulas sebáceas, associada à espessura cutânea e à fricção mecânica, contribui frequentemente para formas mais inflamatórias e persistentes”, podendo manifestar-se com “comedões, pápulas, pústulas e, em formas mais graves, nódulos dolorosos”.

Existem, no entanto, aspetos que podem agravar o quadro. O dermatologista destaca a “sudorese excessiva, o uso de vestuário apertado ou pouco respirável, sobretudo durante a prática desportiva, e a fricção repetida, conhecida como "acne mecânico"”. Recorda ainda que “alguns produtos cosméticos ou de higiene corporal comedogénicos também podem contribuir para a obstrução folicular”. E, nesta condição, não se pode excluir a “influência hormonal, particularmente em adolescentes e adultos jovens, bem como em mulheres com alterações hormonais associadas ao ciclo menstrual ou a condições como a síndrome do ovário poliquístico”.

Antes de avançar para opções de tratamento mais farmacológicas, Luís Uva aconselha, ao nível do comportamento, “duche após exercício físico, evitar vestuário apertado e tecidos sintéticos, privilegiar roupas respiráveis e evitar manipulação das lesões, reduzindo assim o risco de cicatrizes”. Quanto à terapêutica, cada caso é um caso e deve ser abordado tendo em conta a gravidade clínica do paciente.

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